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Opinião - Copa do Mundo FIFA 2010

Após um belo festival - com direito a vários espetáculos musicais – vai começar a disputa de mais uma Copa do Mundo de seleções da FIFA. O palco da magia do futebol, em 2010, será a África do Sul. Pela primeira vez na história o continente africano será anfitrião de um campeonato mundial de futebol. O mundo da bola está atento. Os corações batem mais forte. Façam suas apostas.
 
Publicado em 12 de junho de 2010            Por Luciano Patussi *
 


Disponível para debate em: www.futebolartegarra.blogspot.com
Nos últimos 16 anos, todas as seleções que venceram a Copa do Mundo mostraram, pelo menos, uma característica comum: todos foram times pragmáticos, que valorizavam sua defesa acima de qualquer outra coisa. Eis a velha máxima do futebol que diz que todo grande time começa tendo um grande goleiro e uma defesa sólida. Essa situação apresentada, onde equipes mais bem organizadas defensivamente – mas com certo talento ofensivo – acabam sendo campeãs, expõe uma tendência do futebol atual. Vamos aos fatos:

1994 – Brasil campeão: Taffarel, no gol, tinha a segurança de ter todo um grande sistema defensivo armado pelo técnico Carlos Alberto Parreira e liderado dentro de campo pelo capitão Dunga. Romário comandou a equipe ofensivamente. O baixinho era o melhor jogador do mundo. Com um futebol burocrático, mas competitivo ao extremo, o Brasil foi vencedor.
 
1998 – França campeã: Com Barthez no gol e jogadores como Thuram, Deschamps, Desailly e Blanc na retaguarda, “Os Azuis” tiveram uma defesa praticamente intransponível. Zidane, com talento e criatividade, tratou de organizar a equipe. O resto da história, o mundo inteiro sabe – e a torcida brasileira jamais esquecerá.

2002 – Brasil campeão: o grande “São Marcos” foi o goleiro da confiança de Felipão, que sempre buscou primeiramente organizar sua defesa, até pelos talentos individuais ofensivos que a equipe possuía. O treinador formou na seleção brasileira a chamada “Família Scolari”, onde absolutamente todos os jogadores – incluindo os craques Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo – tinham a obrigação de cumprir tarefas defensivas. O time encorpou, ganhou confiança e venceu todos os sete jogos do mundial.
 
2006 – Itália campeã: Marcello Lippi escalou a “Azzurra” com o melhor goleiro do mundo – Buffon. O capitão da seleção era o melhor zagueiro do mundo na época – Cannavaro. Além deles, Gattuso, De Rossi, Zambrotta, Camoranesi e outros importantes jogadores formaram um sistema defensivo difícil de ser ultrapassado. Na meia-cancha, Pirlo e Totti, principalmente, deram um toque talentoso ao time, que durante o mundial cresceu de produção e alcançou a glória máxima do futebol mundial.

Assim sendo, com a exposição desta tendência defensiva e vencedora, e em caráter de opinião pessoal, o colunista que vos escreve aponta as seleções de Espanha, Brasil e Inglaterra como as grandes favoritas ao título. A Espanha, do treinador Vicente Del Bosque, vai para o mundial com excelentes jogadores do meio de campo até o ataque. Na defesa, tem também bons jogadores e um bom goleiro. O time espanhol é o atual campeão europeu de seleções, o que tira dos jogadores um pouco da fama de que a seleção espanhola sempre fraqueja nos momentos decisivos. Os últimos resultados nas eliminatórias e em amistosos também são animadores.

O Brasil, por sua vez, vai ao mundial comandado por Dunga e com algumas contestações do povo brasileiro, no que se refere à convocação. Mas Dunga tem seus méritos. A classificação antecipada nas eliminatórias, as vitórias contra grandes seleções como Argentina e Itália, tudo isso aliado aos títulos da Copa América e da Copa das Confederações, dão respaldo ao trabalho do “Capitão do Tetra” à frente da seleção brasileira. Outra favorita ao título, a Inglaterra vai para a África do Sul treinada por Fabio Capello – um dos melhores e mais vitoriosos treinadores do planeta – e possui grandes jogadores. Os ingleses sofreram com alguns desfalques importantes devido a lesões sofridas às vésperas da disputa, mas ainda assim possuem uma equipe de grande nível e com excelente organização tática.
 
Nunca podemos esquecer equipes como a Argentina, a Itália e a Alemanha. Estas três seleções possuem chances de título, mas correm por fora. Os comandados do “treinador” Diego Armando Maradona possuem grande técnica. Individualmente e ofensivamente, diria que a Argentina tem qualidade parecida com a seleção espanhola. Entretanto, Maradona deixou fora do mundial importantes peças defensivas, como Javier Zanetti e Cambiasso – que são titularíssimos da Internazionale de Milão, atual campeã de clubes da Europa. A campanha medíocre nas eliminatórias, aliado ao excesso ofensivo do time, pode fazer Maradona e sua equipe, repleta de estrelas, sucumbir. Em contrapartida, o carisma do maior jogador argentino de todos os tempos pode ser um aliado psicológico e fazer seus comandados “suarem sangue” para fazer a Argentina novamente ser campeã mundial.

A Itália e a Alemanha dispensam comentários. Ambas as seleções saíram de seus países sob enorme desconfiança de parte da torcida e da imprensa. Sempre que foram campeãs do mundo, isso aconteceu. A Itália é a atual campeã mundial e a Alemanha foi terceira colocada na mesma disputa. Não é preciso dizer que, apesar de correrem por fora, sempre podem chegar a uma fase decisiva. Se os adversários deixarem ambas chegarem às semifinais – fato que é possível, tornam-se favoritas naturais ao título, contra quem for que venham a jogar.

Como candidatas à surpresa positiva do mundial, apontaria cinco equipes: Holanda, que pode até ser campeã, dependendo da confiança que equipe irá adquirir ao longo da disputa. A Holanda possui boa defesa e jogadores ofensivos que vivem grande momento técnico, como Sneijder e Robben. Isso pode ser decisivo para o crescimento da equipe; Dinamarca, que realizou grande campanha nas eliminatórias e tem um time bastante compacto; Sérvia e Costa do Marfim, que se passarem da primeira fase, pelos jogadores que possuem, podem crescer e ir longe no mundial; Suíça, que está em uma chave difícil, mas não me surpreenderia se, mais uma vez, conseguir se classificar e, até mesmo, ir mais longe. É difícil, mas é um time bastante coeso e pode surpreender.

Acredito ainda que França e Portugal serão as decepções do mundial, pelo seu histórico recente. Nos últimos anos, as duas seleções acima citadas têm chegado aos momentos decisivos das competições que disputaram. São times que possuem alguns jogadores do mais alto nível técnico do mundo, casos principalmente de Ribery e Cristiano Ronaldo. Entretanto, às vésperas do mundial, ambas as equipes, que possuem bons talentos individuais, ainda não conseguiram formar um confiável time de futebol. Entretanto, ainda há tempo para uma virada.

Fiquem todos à vontade para expor suas opiniões e suas críticas. Uma grande Copa do Mundo para todos os leitores. Saudações esportivas..
 
 
* Luciano Bonfoco Patussi é Bacharel em Ciências Contábeis.

Blog Pessoal: www.futebolartegarra.blogspot.com
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