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HISTÓRIA DA COPA DO MUNDO - 1954

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A Copa de 1954, na Suíça

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A máquina hungara era favorita

A Hungria dominava o futebol europeu em 1954 e chegou à Copa da Suíça como a grande favorita para o título. O time húngaro era comandado pelo fabuloso Ferenc Puskas e estava invicto havia quatro anos.

A neutralidade mantida pela Suíça na Segunda Guerra Mundial poupou o país da destruição imposta aos outros países pelo conflito.
Assim, a Suíça foi escolhida pela Fifa para sediar o quinto Campeonato Mundial de Futebol.

Trinta e oito países se inscreveram para disputar as eliminatórias - número recorde até então. A Argentina, mais uma vez, resolveu não participar.

Nesta Copa, a grande novidade vinha da Ásia, com a participação do Japão, da Coréia e da China nas eliminatórias. Os coreanos se classificaram para participar da Copa.

A Copa de 54 tinha um regulamento confuso. Os finalistas foram divididos em quatro grupos de quatro, com dois cabeças-de-chave, que não se enfrentariam nas oitavas-de-final. Dois países se classificariam em cada grupo.

O Brasil e a França foram os cabeças-de-chave do grupo 1, que contava ainda com Iugoslávia e México.
No segundo jogo, a seleção brasileira empatou com a Iugoslávia por 1 a 1. O empate classificou os dois times para a fase seguinte.

O complicado regulamento da Copa colocava a poderosa Hungria no caminho do Brasil.

Os próximos adversários dos brasileiros já tinham vencido a Coréia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha por 8 a 3. Foram 17 gols em apenas 2 jogos, sete deles marcados pelo centro-avante Kocsis.
Além de Kocsis e Puskas, os húngaros contavam ainda com o excelente ponta-esquerda Czibor e os meio-campistas Lantos e Bozsik.
A Hungria não perdia havia 29 jogos e era a sensação do futebol mundial.

No dia 27 de julho, o Brasil entrou em campo do estádio Wankdorff, em Berna, para enfrentar uma Hungria desfalcada de sua estrela maior. Uma distensão impedira Puskas de jogar contra o Brasil.

Mas, mesmo sem Puskas, o time húngaro era incrível, e, já aos 7 minutos, o Brasil perdia por 2 a 0. Ainda no primeiro tempo, o lateral Djalma Santos descontou com um pênalti para o Brasil.

No segundo tempo, o Brasil voltou com tudo, mas foram os húngaros que marcaram outra vez. Aos 16 minutos, Lantos, cobrando um pênalti, ampliou a vantagem para 3 a 1. Quatro minutos depois, Julinho diminuiu para o Brasil.

A partir daí, o jogo ficou duríssimo, com a seleção brasileira pressionando e os húngaros se defendendo como podiam. Os ânimos se exaltaram e passou a ser travada uma verdadeira batalha em campo. O árbitro inglês, Arthur Ellis, expulsou os brasileiros Nilton Santos e Humberto e o húngaro Bozsik. O jogo passaria para a história como a "Batalha de Berna". No finalzinho, o artilheiro Kocsis fechou o placar, com vitória de quatro a dois para a Hungria.
O excelente time do Brasil deixava o torneio lamentando ter enfrentado a fabulosa Hungria tão cedo na competição. Os húngaros seguiam em frente, mas teriam que suar muito para chegar à final.

No jogo, considerado o melhor da Copa de 54, a Hungria venceu o Uruguai por 4 a 2, com dois gols marcados na prorrogação. Como em 1950, um grande favorito chegava à final. No jogo decisivo, a Hungria iria enfrentar a Alemanha, que, depois de um começo incerto, tinha feito uma campanha regular vencendo a Iugoslávia por 2 a 0 nas quartas-de-final e a Áustria por 6 a 1 nas semifinais.

Mas em 54 ninguém acreditava que os alemães pudessem fazer frente à poderosa Hungria. Os dois times tinham se enfrentado nas oitavas-de-final e os húngaros haviam vencido por nada menos que 8 a 3.

O técnico alemão Sepp Herberger vinha jogando em função do complicado regulamento e tinha poupado seus melhores jogadores. Do lado húngaro, o craque Ferenc Puskas foi escalado para a final, mesmo não estando totalmente recuperado de uma distensão.

A Final

Em 4 de julho, no estádio Wankdorf, na capital suíça, Berna, Hungria e Alemanha entravam em campo diante de um público de quase 65 mil pessoas, para a grande final.

A Hungria começou no estilo arrasador e, aos 4 minutos, Puskas abriu o placar. Aos 8 minutos Czibor fez 2 a 0.
Mas o time alemão não se entregou e, aos 17 minutos, o jogo já estava empatado. Aos 39 minutos do segundo tempo, o ponta alemão Rahn fez o gol de uma vitória que ninguém acreditava ser possível.
A seleção da Alemanha ficou com o título e a Hungria foi vítima do mesmo favoritismo que tinha derrotado o Brasil em 50.

A Copa dos gols e Jules Rimet

A Copa de 54 teve o maior número de gols já marcados em um mundial: 140, com média de 3,4 gols por partida.
Com 11 gols, o húngaro Kocsis foi o artilheiro da Copa de 54.
Esta Copa seria a última em que a Fifa seria presidida pelo francês Jules Rimet. Ele morreria 2 anos depois, aos 83 anos de idade, sem imaginar que o troféu que leva o seu nome ficaria definitivamente com o Brasil.
A Copa do Mundo deve muito do seu sucesso à determinação do francês que, nos 34 anos em que presidiu a Fifa, superaria grandes dificuldades para levar o torneio à frente.

Estatísticas da competição

Período: de 16 de junho a 04 de julho de 1954
Total de jogos: 26
Gols marcados: 140 - Média de gols: 5,38 por partida
Artilheiro: Kocsis (Hungria) - 11 gols
Público total: 943.000 pagantes - Média de público: 36.269 pagantes
Campeão: Alemanha Ocidental

Veja também: Tabela da Copa de 1954
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Sidney barbosa da SilvaPesquisas de Sidney Barbosa da Silva
Fonte: CD Almanaque Todas as Copas, Edição 1 (2006), Editora Campeões do Futebol
Página adicionada em 21 de maio de 2010.
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