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Escudo da Desportiva Ferroviária ASS. DESPORTIVA FERROVIÁRIA VALE DO RIO DOCE
Fundado em 17 de junho de 1963
Endereço: Rodovia BR. 262 - km 0, Jardim América
CEP 20140-501 - Cariacica / ES
Estádio Engenheiro Alencar de Araripe (20.000 pessoas)
Site: www.desportivaoficial.com
A Desportiva Ferroviária
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Escudo da Desportiva FerroviáriaAté o início da década de 60, a companhia Vale do Rio Doce tinha pelo menos de seis agremiações esportivas a ela ligadas. Algumas disputavam os campeonatos de futebol profissional com os outros clubes e, como o esforço da empresa precisava ser dividido por todas, terminavam sendo equipes pequenas.
 
Já em 1960 a vontade de transformar todas as seis agremiações em uma única era muito forte entre os dirigentes de fundir tudo, isso acabou sendo feito no dia 17 de junho de 1963, quando foi oficialmente fundado o clube Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce com a fusão de A.A. Vale do Rio Doce, Ferroviário S.C., Cauê, E.C. Guarany, A.E. Valeriodoce e Cruzeiro F.C..

Antes, porém da data de fundação do novo clube, um longo e exaustivo trabalho precisou ser feito para que os associados e dirigentes dos antigos aceitassem a existência da Desportiva Ferroviária ao preço do fim de suas agremiações. O ponto principal da questão a ser discutida era a manutenção dos direitos dos associados dos seis clubes no que seria criado.

O Engenheiro Eliezer Batista da Silva, então Superintendente do Departamento da Estrada da CVRD, resolveu por intermédio da portaria interna número 19/59, de 18 de setembro de 1959, nomear uma comissão constituída por João Linhares ( engenheiro), Arthur Dias Pimenta ( advogado), José Ribeiro Martins ( engenheiro), Pérsio Nascimento ( chefe do serviço) e José Vicente Farias ( economista) para estudar a fórmula capaz de atender aos interesses de todos “sem quaisquer prejuízos aos direitos das agremiações e de seus associados”, como explicava o documento, e criar o clube que uniria todos.

Em 07 de novembro de 1959 a comissão, cumprindo determinações recebidas da Superintendência encaminhava a ela a conclusão de seus estudos, dizendo que o clube único poderia ser criado “sem criar posições privilegiadas”, através da manutenção de um tratamento igualitário para todos os na época existentes.
 
Mas entre a conclusão dos trabalhos, datada de 07 de novembro de 1959, e a efetiva fundação da Desportiva Ferroviária ainda se passaria quatro anos. Apesar das conclusões otimistas que a comissão tivera e do desejo da maioria de criar um novo clube, as áreas de atrito continuavam existindo, porque alguns setores não concordavam em abrir mão de bandeira, hinos, a tradição, enfim.

Só mesmo no dia 02 de janeiro de 1963, através de carta interna de código SP 70.5 – F11, a Superintendência da CVRD nomeou, como ela mesma dizia em seu documento, “o Sr. Lino dos Santos Gomes para, dentro do espírito da semente lançada, continuar como coordenador da pretendida fusão, concedendo poderes àquele senhor para manter entendimentos com os responsáveis pelos seis clubes, visando encontrar um denominador comum”.

Efetivamente, esse denominador comum foi encontrado, e na noite de 17 de junho de 1963, seis meses depois, deixavam de existir as seis agremiações filiadas à CVRD, e era criado oficialmente a Desportiva Ferroviária. A reunião que marcou o surgimento da Desportiva, e que os ferroviários chamam de “histórica”, aconteceu no auditório do Sindicato dos Ferroviários da Vale, sob a presidência do advogado José Leal Pessoa, também indicado pela empresa para cuidar do caso. Representantes de muitos clubes compareceram à reunião.

Embora solene, o encontro que decidiu a criação da Desportiva não foi dos mais calmos. Segundo o pessoal que o acompanhou, as discussões atingiram a madrugada, e o voto decisivo de um clube suburbano dos seis existentes decidiu a questão. A reunião já havia sido suspensa duas vezes por causa de discussões mais acaloradas, até que o presidente do Ferroviário, Waldomiro Pereira Lima, trouxe o desempate. Estava encerrado o primeiro capítulo da vida do clube dos ferroviários.

Mas isso não foi tudo. Todo o patrimônio dos extintos clubes teve de ser retirado das antigas sedes. Um caminhão da Vale foi fazendo essa retirada, ajudado por outros veículos. Houve de tudo. Até mesmo cenas de choro de dirigentes e torcedores, inconformados como fato de ver suas agremiações deixarem de existir. O Cauê, por exemplo, o charmoso clube localizado na Praia de Santa Helena, era o “filet mignon”entre os demais.

A vida da Desportiva, daí para frente, foi marcada por um crescimento vertiginoso. Ela, logo de início, possuía 20 mil funcionários da CVRD lotados em Vitória e nos municípios vizinhos pagando contribuições na qualidade de associados, além de 50 mil dependentes. Isso tudo, contando também as pessoas que trabalhavam ao longo do serviço de apoio à estrada de Ferro Vitória a Minas.

De saída o clube foi ganhando títulos. Passou a ser, no primeiro ano de existência, um adversário duro para o Rio Branco e o Vitória, o que serviu para dar mais calor às disputas regionais.E ajudado pela CVRD, que o dirigia do Edifício Fábio Ruschi, ao lado da Praça Pio XII, o clube conseguiu construir em Jardim América inicialmente uma sede social e, posteriormente, um estádio que, mesmo sendo de porte apenas médio, conseguiu ser o maior do Estado quando foi, enfim, terminado. Esse estádio, bem como toda a área ocupada com a sede social e esportiva da Desportiva, era pertencente à Vale. A Desportiva o utiliza em regime de comodato. Somente em 1977, com a privatização da empresa, tudo foi passado para o nome da agremiação esportiva, no dia em que ela completava 34 anos.

A primeira diretoria da Desportiva Ferroviária foi formada por João Carlos F. Linhares, presidente de honra; José Coradini, presidente executivo; Ludgero César Sarcinelli Garcia, vice-presidente; Lino Santos Gomes, assessor; além de mais 33 pessoas, todas estas com funções subalternas.

Em 1999 a Desportiva Ferroviária realizou um acordo comercial com um grupo de investidores, que assumiu toda a operação do departamento de futebol e um novo time de futebol profissional foi criado. Desde 2011, a Desportiva voltou a se chamar Desportiva Ferroviária e não utiliza mais o escudo da Desportiva Capixaba, voltando com seu escudo tradicional.
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Fonte: www.desportivacapixaba.com.br e Arquivo www.campeoesdofutebol.com.br
Página adicionada em 21 de julho de 2010 - atualizada em 11/Janeiro/2015.
Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva; colaboração de Rogério Coutinho, de Vitória/ES.
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Antigo mascote da Desportiva Ferroviária
Maquinista - mascote do antigo time da Desportiva Ferroviária




Camisa Desportiva Ferroviária em 1981
Camisa Desportiva Ferroviária em 1981




Camisa Desportiva Ferroviária em 1992
Camisa Desportiva Ferroviária em 1992
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