FUNDAÇÃO
O Athlético Mineiro Football Club foi fundado em uma reunião na arquibancada do Parque Municipal por um grupo de 22 garotos com média de idade de 13 anos. Liderados por Margival Mendes Leal, o Vate, em 25 de março de 1908, os meninos puderam formar, finalmente, o time de futebol.

Seus fundadores: Aleixanor Alves Pereira, Antônio Antunes Filho, Augusto Soares, Benjamim Moss Filho, Carlos Maciel, Eurico Catão, Francisco Monteiro, Hugo Fracarolli, Humberto Moreira, Horácio Machado, João Barbosa Sobrinho, Jorge Dias Pena, José Soares Alves, Júlio Menezes Mello, Leônidas Fulgêncio, Margival Mendes Leal, Mário Neves, Mário Lott, Mário Toledo, Mauro Brochado, Raul Fracarolli e Sinval Moreira.

Primeira camisa do Atlético-MGAo lado, a primeira camisa do Galo.

O clube realiza sua primeira partida a 21 de março de 1909 - uma vitória de 3 x 0 sobre o Sport Club Futebol. O primeiro gol do Galo foi marcado por Aníbal Machado, que se tornaria um grande escritor brasileiro.

Em 1910 arranjaram um campo bom para treinar. Pertencera ao Sport e ficava na Avenida Paraopeba, onde hoje é o Minascentro. No dia 25 de março de 1913, passa a chamar-se Clube Atlético Mineiro.

Somente em 1914 houve um torneio em Minas, a Taça Bueno Brandão que foi disputada entre Atlético, América e Yale. O Atlético fez dois jogos contra cada time e um com um combinado dos dois, ganhou 4, empatou uma partida, fez 8 gols e sofreu 1, tornando-se campeão deste torneio. O Clube também conquistou o primeiro título mineiro em 1915.

Primeiro distintivoO primeiro escudo do Atlético é utilizado desde 1922 (ao lado). Em 1923, o escudo redondo com as letras CAM inscritas foi trocado pelo escudo atual.

Em 1929 o Galo disputou o primeiro jogo internacional de uma equipe mineira, vencendo o então Campeão Português Victória de Setúbal, por 3 a 1. Os gols foram marcados por Mário de Castro (2) e Said. A partida foi disputada no estádio Antônio Carlos, que havia sido inaugurado em 30 de maio daquele ano e foi um dos primeiros do Brasil a instalar refletores. O jogo de inauguração do estádio, também conhecido como Estádio de Lourdes, foi contra o Corinthians e o Galo venceu por 4 a 2, gols de Mário de Castro (3) e Said.

Inauguração do Estádio Antônio Carlos, do Atlético-MG, no dia 30 de Maio de 1929
inauguração do Estádio Antônio Carlos, em 30-05-1929. O Galo venceu o Corinthians por 4 a 2.

Em 17 de agosto do ano seguinte, o estádio recebeu a visita do então presidente da Fifa, Jules Rimet, que acompanhou, pela primeira vez, um jogo noturno.

Ainda em 1930, o Galo teve o primeiro jogador de fora do eixo Rio-São Paulo convocado para a Seleção Brasileira: o atacante Mário de Castro. O convite, no entanto, foi recusado pelo atleta. Na ocasião, ele alegou que não vestiria nenhuma camisa que não fosse a alvinegra, com a qual marcou 195 gols em apenas 100 jogos, provavelmente a maior média do futebol mundial.

Em 1937 o Atlético conquista o II Torneio Nacional de Clubes, superando os campeões de São Paulo (Portuguesa), do Espírito Santo (Rio Branco) e do Rio de Janeiro (Fluminense). Em 1950 realiza uma pioneira excursão pela Europa e seu sucesso - 10 jogos, 6 vitórias, 2 empates, 2 derrotas - rende-lhe o título de "Campeão do Gelo", que é citado no hino do clube. Em 1954 o Atlético realiza um sonho que havia sido frustrado 6 vezes. Conquista um tricampeonato mineiro, depois estendido até o pentacampeonato em 1956. Em 1969 o Atlético vence a seleção brasileira por 2 x 1 no Mineirão, gols de Dario e Amauri (Pelé descontou para o Brasil), convertendo-se no último clube de futebol do mundo a derrotar o Brasil.

Em 1971 o Atlético sagra-se campeão do primeiro campeonato brasileiro de futebol. Em meados da década revela a geração de craques - como Reinaldo e Toninho Cerezzo - que levariam o clube aos vice-campeonatos nacionais de 1977 e 1980, ao hexacampeonato mineiro de 1978-1983 e a uma série de conquistas em torneios da Europa. Na década de 1990 o Galo conquistaria por duas vezes a Copa Conmebol, em 1992 e 1997.

Antes da conquista do Brasileiro da Série B de 2006, o último título do Galo foi o Mineiro de 2000. Desde a posse de Ricardo Guimarães, em 2001, o time passava por uma maré de azar, tendo perdido todos os mineiros, e sendo eliminado por diversas "zebras" na Copa do Brasil (Brasiliense em 2001, Santo André em 2004, Ceará em 2005) e tendo passado o brasileiro de 2004 fugindo do rebaixamento. Rebaixado em 2005, retornou a elite do futebol brasileiro com a conquista de 2005 - feito este que acabou por eternizar a camisa 12 do clube - ninguém mais vai usá-la, pois pertence a sua torcida.

A América é do Galo!
Em 2013, o Galo conquistou a América pela primeira vez ao se sagrar campeão da Copa Libertadores, sob a administração do presidente Alexandre Kalil. Em campo, a equipe comandada pelo técnico Cuca teve o talento de Ronaldinho Gaúcho, a juventude de Bernard e Luan, o oportunismo de Jô e Alecsandro, a habilidade de Diego Tardelli, a força de Pierre, Leandro Donizete, a experiência de Gilberto Silva e Josué, a segurança de Réver, Leonardo Silva e Rafael Marques, a regularidade de Marcos Rocha, Richarlyson e Júnior César e a precisão do goleiro Victor.

Curiosidades
» O Atlético já ganhou vaga em sorteio. Foi nas quartas-de-final da Taça Brasil de 1967. Depois de ter perdido por 3 a 2 no Maracanã e vencido no Mineirão por 1 a 0, foi marcado um jogo desempate no mesmo Mineirão - só que ficaram no 0 a 0 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação. O jeito foi usar do "sorteio" para ver quem ficaria com a vaga. Deu Atlético.
» O primeiro jogador a fazer gol pelo clube foi Anibal Machado, em 21 de março de 1909, na vitória de 3 x 0 sobre o Sport Club Futebol, que foi também a primeira partida do Galo.
» A maior goleada do clássico entre Atletico e Cruzeiro (o maior das Minas Gerais) aconteceu em 27 de novembro de 1927. Galo 9 x 2 Raposa.

Grandes craques já vestiram a camisa alvinegra e ajudaram a construir a gloriosa história do Galo, citamos alguns:

O Craque Reinaldo
Por doze anos, ele foi o soberano do Mineirão. Reinaldo ficou consagrado por sua genialidade, seus dribles desconcertantes e sua vocação para o gol. Conseguiu levar o Atlético-MG a sete títulos mineiros em oito anos (1976, 78, 79, 80, 81, 82 e 83), sendo artilheiro do time e do campeonato inúmeras vezes. Em 1977, Reinaldo estabeleceu um recorde que só foi batido 20 anos depois: o de artilheiro do Campeonato Brasileiro com 28 gols em apenas 25 partidas disputadas. Pelo Atlético-MG, o "Rei" - como era chamado pela massa atleticana - marcou 288 gols em 475 partidas. Reinaldo abandonou os campos em decorrência das contusões que o perseguiam, frutos da violência com que era marcado pelos adversários.

João Leite
João Leite da Silva Neto é um dos maiores ídolos da história alvinegra. O ex-goleiro foi o jogador que mais atuou pelo clube: 684 partidas, entre 1976 e 1989, além de ter se aposentado em 1992, ao término de sua segunda passagem pelo Galo. Além disso, possui o recorde de títulos mineiros: venceu 11 vezes o campeonato estadual

Mário de Castro
Não foi o primeiro grande artilheiro da história do Atlético - posto ocupado pelo dr. Zica Filho. Também médico (ou estudante de medicina na época de jogador), Mário de Castro é uma lenda no Atlético. São 195 gols marcados em 100 jogos. Média insuperável. A lenda também é recheada de mitologias, fatos de uma época ainda arcaica do futebol.

O centroavante, que formou o trio maldito ao lado de Said e Jairo, deixou o futebol ainda aos 26 anos, para se dedicar à medicina. Participou da goleada de 9 a 2 contra o antigo Palestra, hoje Cruzeiro. Fez um último jogo de despedida, em 1940.

Escudos - Evolução
o primeiro Mascote do Atlético MineiroO escudo do Atlético é utilizado pelo clube desde 1922, tendo sofrido pequenas alterações até chegar no formato atual.

A estrela amarela acima do escudo representa o 1° Campeonato Brasileiro, conquistado pelo Galo em 1971. O escudo também recebeu estrelas vermelhas em duas ocasiões: uma em 1979, representando a conquista do Torneio Campeão dos Campeões (1978), e duas em 1998, representando a conquista da 1ª e 2ª Copa Conmebol (1992/1997). As estrelas vermelhas foram retiradas em 1999.


Mascotes
o primeiro Mascote do Atlético Mineiro Mascote de 2005
• O primeiro acima é o verdadeiro "Galo", do Atlético - foi criado pelo cartunista Mangabeira (Fernando Pieruccetti), do Jornal Folha de Minas, em 1945. Na definição do próprio criador, "o galo carijó representa a raça do time, que só perde uma briga quando morre". Outras versões do Galo também fizeram sucesso, como o Galo Volpi e o Galo Ziraldo.
• O segundo é o Super Galo - Em 2005, o mascote reapareceu com uma nova roupagem, em formato de um super-herói, e foi batizado pela Massa como “Galo Doido”.


Pesquisas realizadas por Sidney Barbosa da Silva, Thiago Zoroastro e Carlos Eduardo.
Fontes: Arquivo dos autores deste artigo; e www.atletico.com.br.
Página adicionada em 07/Fevereiro/2006 e atualizada em 21/Setembro/2021.