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HERÁLDICA NO FUTEBOL
As Cruzes nos Escudos dos Clubes

Autor: Laércio Becker, de Curitiba/PR - laerciobecker@bol.com.br
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1. Introdução
Segundo Tchakhotine, o uso de insígnias corresponde a uma necessidade que as pessoas têm de exteriorizar um pouco de sua vida interior, de sua orientação. Numa época de ritmo tão veloz, a identificação dessa orientação precisa ser imediata. No futebol, nada identifica mais rápido uma “tribo” da outra do que o escudo do clube que defendem.

Na perfeita definição de Demond Morris, o escudo de um clube de futebol constitui um rótulo de identidade, um símbolo onipresente que “contribui para manter vivo o sentido de ligação ao clube e, ao mesmo tempo, atua como ameaça e intimidação dirigida aos homens das tribos rivais”. Usado na “guerra das imagens” (Gruzinski), perfeita para uma sociedade de massa, neotribal (Maffesoli), em verdadeira disputa totêmica, na excelente síntese de Hilário Franco Jr.:

“O escudo é praticamente a síntese material do clube, sua corporificação, daí a atenção e tensão de que é cercado. É para demonstrar profunda identificação (verdadeira ou simulada) com o clã que defende que se tornou comum o jogador beijar o escudo da camisa após marcar um gol ou conquistar um título. Ou bater a mão no peito, em cima ou próximo do escudo clubístico, quase a incorporá-lo, introduzi-lo no próprio corpo. Aliás, não é casual que na maioria das vezes o escudo esteja localizado no lado esquerdo da camisa, acima do coração do jogador e do torcedor que a veste.”

Aos olhos de um estrangeiro, fica ainda mais evidente esse uso ostensivo e diário do escudo, pelo torcedor brasileiro. Quem o diz é a socióloga americana Janet Lever:

“Como uma demonstração de lealdade, os brasileiros carregam símbolos de sua fidelidade durante toda a semana, não apenas no dia da partida. Quando conversei com vários homens sobre futebol, descobri com bastante freqüência que tinham um chaveiro, um alfinete de lapela ou uma correia de relógio com as cores de seu clube.”

Pois bem, pelo título, parece que vamos falar de alguma “cruz” que os times carregam. Nada disso. É sobre a cruz que ostentam no peito.

Obs.: entre aspas, colocarei os termos utilizados no jargão da heráldica.

Originalmente, a cruz, como símbolo heráldico, significava a guarda da espada e era concedida a todo cavaleiro que tirava sangue do inimigo. Segundo Alejandro de Armengol y de Pereyra e Pedro Baltasar de Andrade, muitas famílias da nobreza européia trazem a cruz nos seus escudos como recordação de seus antepassados terem participado das Cruzadas.
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