HISTÓRIA DO METROPOL


MetropolESPORTE CLUBE METROPOL
Fundado em 15 de Novembro de 1945
Endereço: Pça. Dr Nereu Ramos, 114, Criciuma/SC
Estádio: Euvaldo Lodi


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Fundado com o objetivo de abafar uma greve de mineiros e aproximar empregados e patrões através do esporte. As cores de origem do clube eram preta, branca e amarela. Segundo José da Silva Jr., no livro "Histórias que a Bola Esqueceu" (1996), foi o comerciante, vice-presidente do clube e torcedor do Palmeiras (SP) Airton Guidi quem sugeriu as novas cores verde e branco.

O Metropol foi, na década de 60, o time mais vitorioso da cidade e do Estado. Com o patrocínio da Carbonífera Metropolitana (então pertencente às famílias de Diomício Freitas e Santos Guglielmi), do mais bem sucedido empresário da época, o senhor Dite Freitas, o Metropol manteve a hegemonia do futebol catarinense durante toda a década e conseguiu importantes títulos para a cidade e para o estado de Santa Catarina.

A cidade de Criciúma aparecia nos jornais graças ao futebol, e a cidade era feliz por isso. Até um padre agradecia nos sermões de domingo pela benção chamada "Esporte Clube Metropol".
Um das primeiras formações do EC Metropol
Uma das primeiras formações do Metropol. Foto: acervo Osny Meira/Adalberto Klüser.
Em pé: Foguinho, Pedro Sátiro, Barbosa, Mineiro, Beregarai, Idílio e Aldo. Agachados: Carlinhos, Lorinho, Bóca, Venésio e Almerindo.

Apesar de encontrar-se fechado para o futebol profissional, atuando apenas no futebol amador da região da grande Criciúma, na Liga Amadora da Região Mineira (LARM), o clube METROPOL é considerado até hoje por muitos especialistas, jornalistas e torcedores o maior clube de futebol do estado de Santa Catarina, em vista das suas conquistas nos anos 60 e a excursão realizada pela Europa em 1962, um fato raro para a época em clubes fora do eixo Rio-São Paulo.

 
Metropol


EC Metropol
Fotos acima: créditos
A Trajetória do EC Metropol


Monumento em Homenagem ao EC Metropol
Um monumento ao Metropol
foi construído no bairro
Metropolitana, em Criciúma
 
Não são raras manifestações de amor a este clube e de lembretes de sua grandiosidade naqueles tempos, principalmente por jornalistas esportivos mais antigos, como Roberto Alves e outros.

Foi o primeiro clube catarinense a se destacar como "o clube de Santa Catarina", ja que pessoas de todas as partes do estado torciam para o verdão do bairro metropolitana. O Departamento de futebol profissional foi desativado em 1969, após a conquista do campeonato catarinense daquele ano.

A polêmica de 1968

Um episódio marcante da história do Metropol foi a forma como o clube foi desclassificado da extinta Taça Brasil. Em 1968, o Metropol enfrentou o Botafogo no Maracanã, pelas quartas-de-final, e perdeu por 6x1. O segundo jogo foi em Florianópolis no Estádio Adolfo Konder, pois o Estádio Euvaldo Lod em Criciúma não tinha condições de abrigar esta partida. Neste jogo, a vitória foi do Metropol por 1x0. Com isso teria de haver um terceiro jogo no Rio de Janeiro. O time viajou para fazer a terceira partida na Guanabara, mas chovia muito e, a partida que estava empatada por um gol foi suspensa aos 10 minutos do segundo tempo. A CBD mandou o Metropol pra casa e avisaria o dia do próximo jogo (ou continuação da partida), e avisaram, só que na véspera do jogo, não tendo como o Metropol comparecer (não daria tempo). O Botafogo ficou com a vaga e disputou a semifinal com o Cruzeiro passando a final e vencendo o Fortaleza, ficando com o título.

Os jogos na Europa

Começou com a viagem no dia 27 de abril de 1962, e retornou no dia 30 de julho, numa das mais extensas apresentações do futebol brasileiro no velho continente. Segundo dados do jornalista da delegação, o senhor Hilario de Freitas, o Metropol viajou 63,5 horas de avião, 78 horas de trem, 13 horas de navio, e 126 horas de ônibus.

Foram 23 partidas em cinco países, com 13 vitórias, seis empates e quatro derrotas. Marcou 53 gols e sofreu 35, com um saldo positivo de 18 gols. Elario foi o artilheiro da excursão, com 17 gols, seguido de Nilzo, com 8 gols, Helio, 7 gols, Marcio, Pedrinho, Arpino e Valdir marcaram 4 vezes cada, Parana fez 3 gols e Sabia 2 gols. » confira a relação dos jogos.

Atletas que fizeram história

Nos nove anos, dois meses e seis dias como profissional o EC Metropol foi administrado pela sociedade Freitas - Guglielmi. Neste período 176 atletas vestiram a camisa do time dos mineiros da Carbonifera Metropolitana. Dos 466 jogos que o clube realizou, quem mais atuou foi o goleiro Rubens, com 271 partidas, seguido do lateral Tenente, com 202 jogos, e pelo zagueiro Hamilton 183 partidas. O Tanque (apelido) Idésio é disparadamente o maior artilheiro da historia, com 140 gols, em 166 jogos. Seguido por Nilso com 83, Madureira com 62 e Valdir com 52 gols.

Estatisticas Gerais do Metropol

Os jogos do periodo profissional abrange 466 partidas disputadas em sua fase profissional de 1960 a 69. Ao todo são 265 vitórias, 113 empates e 88 derrotas. Os registros do Metropol são realizados até hoje pelo Torcedor Divino Antonio da Silva. Os jogos amadores e de aspirantes, do periodo de 1945 a 1960, infelizmente nao foram documentados.

Estádio Euvaldo Lodi

Estadio do MetropolO estádio Euvaldo Lodi foi inaugurado no dia 23 de dezembro de 1952, no duelo entre Metropol e Comerciário (atual Criciúma Esporte Clube). O árbitro foi Mário Ruiz, e o placar foi Comerciário 3 x 2 Metropol.

A maior goleada aplicada pelo clube no estádio foi em 20/1/1963 – Metropol 12 x 1 Flamengo (Curitibanos), pelo Campeonato Catarinense.

O último jogo da era Metropol ocorreu no dia 14 de dezembro de 1969. A equipe venceu o Palmeiras (mais tarde Blumenau EC) por 2 x 0.

O Estádio Euvaldo Lodi mudou o nome para Estádio João Estêvão de Souza em 1975. Atualmente serve apenas para treinamentos e jogos de clubes amadores.

O Euvaldo Lodi foi, durante anos, o palco de conquistas do Metropol, o time dos Carneiros (apelidado por seus adversários pois diziam que os jogadores eram "puxa-sacos" dos patrões). A foto acima é mostrada errôneamente por grande parte da mídia como sendo o Adolfo Konder.


Fonte das informações: Historias que o tempo esqueceu - A trajetória do EC Metropol, de José da Silva Júnior (1997); pesquisas realizadas por Carlos Eduardo; Sidney Barbosa da Silva; e Adalberto Kluser.
Página adicionada em 03 de Outubro de 2008 - atualizada em 13/Julho/2016.

 

 

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