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O Supertime do Náutico da Década de 60



História do Náutico    + Artigos / Noticias      


O Sport é o primeiro clube pernambucano a vencer um campeonato nacional. Mas foi o Náutico quem, há 49 anos, colocou o estado no mapa futebolístico do Brasil.

No dia 21 de julho completou-se 40 anos da época mais gloriosa de um time pernambucano, representada não apenas pelos seis títulos estaduais consecutivos (1963-68), mas por feitos antes inimagináveis para uma equipe do Nordeste.

O Timbu foi semifinalista da Taça Brasil em 1965 e 1966 e vice-campeão em 1967. O hexa estadual nunca foi igualado. Mas o jogo inesquecível aconteceu em 1966, quando o Náutico derrotou o Santos de Pelé por 5 x 3, em pleno Vila Belmiro, com quatro gols do atacante Bita. Pelé certa vez citou os grandes times que havia enfrentado: "O Palmeiras de Ademir, o Cruzeiro do Tostão. E o Náutico". Conheça os principais craques desse período glorioso.

Uma das formações do Náutico em 1965
Uma das formações do Náutico em 1965
Gena, João Adolfo, Toinho, Deda, Gílson Costa e Zequinha (em pé): Nado, Bita, Ivan e Lala (Agachados), a formação de 1965.

GENA: Lateral-direito, participou das seis conquistas. Depois foi para o Santa Cruz, onde papou o penta na sequência.

CLÓVIS: Lateral-esquerdo. Peça chave nos cinco primeiros anos. No hexa lesionou-se e praticamente parou.

IVAN: Grande capitão, chegou do Palmeira com 20 anos e participous das seis conquistas.

NADO: Ponta-direita, foi o primeiro jogador de um clube nordestino a ser convocado "diretamente" para a seleção, sem que uma seleção regional a representa-se. Participou das três primeiras conquistas.

BITA: Irmão de Nado, é o maior artilheiro do clube (223 gols). Chamado de "Homem do Rifle" (referência a um seriado de TV), foi titular até o tetra.

NINO: Centroavante. Era só levantar a bola na área. Jogou todos os anos.

LALA: Ponta-esquerda infernal, foi titular com apenas 17 anos.

LULA: Maior goleiro da história do clube, Lula "Monstrinho" foi um protagonista da saga alvirrubra. Em 1968, foi contratado pelo Corinthians.

MAURO: agueiro viril, foi o grande xerife a partir do tri, quando chegou. Ironicamente, foi o responsável, quando atuava no Ceará, em 1964, pela lesão que abreviou a carreira de Salomão.

SALOMÃO: Tricampeão, dividiu-se entre os gramados e a faculdade de medicina. Foi para o Santos em 1965. Mas já não tinha boas condições físicas. Com 26 anos, abandonou o futebol.

FRAGA: Prata da casa, formou com Mauro a mais memorável dupla de zaga da história do Náutico.


Sidney Barbosa da SilvaPesquisas de Sidney Barbosa da Silva.
Fonte: Revista Placar. Edição 1320 - Julho/2008.
Página adicionada 08/Setembro/2017.

 

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