Torneio Rio São Paulo

TORNEIO RIO-SÃO PAULO

HISTÓRIA, CAMPEÕES E ARTILHEIROS



+ FUT-CARIOCA     + FUT-PAULISTA     + FUT-BRASIL     

       

 
Corinthians
Corinthians

05 Títulos

Santos FC
Santos

05 Títulos

Palmeiras
Palmeiras

05 Títulos

Botafogo FR
Botafogo

04 Títulos

Vasco da Gama
Vasco

03 Títulos

Fluminense FC
Fluminense

02 Títulos

Portuguesa de Desportos
Portuguesa

02 Títulos

CR Flamengo
Flamengo

01 Título

São Paulo FC
São Paulo FC

01 Título
PASSADO, PRESENTE E FUTURO DO RIO-SÃO PAULO
(Transcrição da matéria de Mário Filho, no Jornal dos Sports, em 13-02-1952.)

Há quem veja no Rio-São Paulo de agora um prosseguimento do Rio-São Paulo de trinta e três. O que permite a confusão é o nome do Torneio: o mesmo. Chega-se a falar em nova série. O Rio-São Paulo, teria surgido em trinta e três, teria sido swuspenso durante sete anos, para ser reeditado em quarenta e depois de nove anos em branco em quarenta e nove.

O rio-São Paulo de trinta e três foi uma tentativa de um campeonato interestadual. Pensou-se nele como uma base para a implantação do profissionalismo. Era no tempo em que a rivalidade Rio-São Paulo era maior. Dava mais qualquer match entre dois grandes clubes carioca e paulista do que o maior match do campeonato carioca ou paulista. E se fossem os scratches carioca e paulista então nem se fala. Procurou-se, assim, explorar a rivalidade Rio-São Paulo, garantia para o êxito do grande campeonato entre os dois maiores centros do football brasileiro.

Sem o projetado certame talvez os clubes cariocas e paulistas não tivessem a coragem necessária para implantar o profissionalismo. Todos os cálculos para o êxito do nosso regime eram bazeados no êxito do Rio-São Paulo. E o Rio-São Paulo fracassou. É possivel que pelo barateamento da rivalidade Rio-São Paulo. Todos os clubes filiados à Liga Carioca e a APEA participaram do grande certame. A maioria dos matches, por isso, não pagou as despesas.

Em trinta e quatro se poderia ter pensado num Rio-São Paulo concentrado. Entre os maiores clubes cariocas e paulistas. Mas os grandes clubes cariocas e paulistas dependiam dos pequenos. Sem os pequenos ficariam impossibilitados de realizarem um campeonato. Havia a cisão, seria facil, principalmente aos clubes do Rio, mudar de entidade. Eis porque não se chegou a estudar uma nova fórmula para o Rio-São Paulo. Preferiu-se extingui-lo. E definitivamente.

Quando em quarenta se organizou um Rio-São Paulo ou se tentou organizar um Rio-São Paulo, e com um número reduzido de clubes, não se procurou reeditar o torneio de trinta e três.

A BOA EXPERIÊNCIA
O torneio de 33 morrera e não se ressuscita nenhum torneio. Pode-se fazer outro. Nem que seja com o mesmo nome.

Em 40 o football paulista atravessava uma crise seria. Ainda não conseguira restabelecer-se do golpe de 35 quando o Fluminense importou para o football carioca quase todo o scratch paulista campeão brasileiro de 34. Não era o momento para se pensar num Rio-São Paulo. Mas enganou os clubes cariocas o êxito dos jogos entre clubes cariocas e paulistas em S. Paulo. O intercambio que se processava entre o Rio e São Paulo era, por assim dizer, unilateral. Os clubes cariocas iam a São Paulo e não traziam ao Rio os clubes de São Paulo. A tentativa de tornar o intercambio efetivo fracassou porque não teve preparação. Todo um turno do Rio-São Paulo de 40 deu pouco mais de quatrocentos mil cruzeiros. O returno programado não se realizou. O que dá uma ideia de como entraram os clubes cariocas e paulistas. Tratava-se de um certame arranjado, sem garantia de continuidade.

Pode-se dizer que o Rio-São Paulo idealizado em 49 para resolver o problema do scratch brasileiro se inspirou no insucesso dos torneios de 33 e de 40. Mas a idéia do Rio-São Paulo que nasceu em 49 foi a de um torneio que nada tivesse a ver com o de 33 e o de 40. Foi a de um torneio para ficar. Para ser disputado todos os anos.

São Paulo fêz questão de acentuar que não disputaria um torneio para um ano só. Era preciso que houvesse um compromisso das Federações e dos clubes com a fiança da C.B.D. Evidentemente nenhum compromisso, por mais solene que seja, garante a vida de um certame. Mas, também, às vezes, nem o sucesso a garante. O Municipal e o Relâmpago foram torneios de sucesso. Não do sucesso de um Rio-São Paulo, mas o Municipal, que era um turno do campeonato, rendia o que rendia um turno de campeonato. E assim mesmo morreu.

Alem do compromisso assumido pelas Federações, pelos clubes do Rio e S. Paulo e pela C.B.D. o Rio-São paulo procurou se basear no sucesso. Daí a classificação dos clubes pelas rendas, isto é, pela maior atração que exercessem sobre o público. Era um criterio revolucionario mas que mostrou a sua razão de ser. Qualquer clube que se classificasse para o Rio-São Paulo teria o apoio do público que o apoiara no campeonato. Ou que o seguira no campeonato.


Troféu do Torneio Rio-São Paulo 1999
Troféu do ano de 1999
O SEGREDO DO EXITO
Além disso o Rio-São Paulo envolvia de duas formas a rivalidade Rio-São Paulo. Não se tratava mais de rivalidade de 33. De um certo modo o Rio-São Paulo era uma união, um traço de união e não de preparação. Em 33 a rivalidade de Rio-São Paulo atingira a máxima exacerbação. Em 40 quase que não existia. A não ser do lado de São Paulo. Era preciso o equilibrio de 49, para tornar possível o Rio-São paulo. Para assegurar-lhe o êxito. Ainda assim houve em 49-50 e ainda em 51 maior interesse da parte de São Paulo.

Os clubes cariocas entraram no Rio-São Paulo em 49-50 como para um torneio que os compensasse da cessão dos jogadores para o scratch brasileiro. São Paulo teve o premio do maior interesse: conquistou o título de clube e de Federação. Em 51 os clubes cariocas já encaravam o Rio-São Paulo mais serianebte. Mas não com a seriedade de São Paulo que novamente levantou os dois titulos. E, inclusive, o de maiores rendas, apesar do Estadio Municipal.

Agora é que o Rio-São Paulo atingiu a maturidade. Observa-se o mesmo interesse entre os clubes do Rio e de São paulo. Os clubes cariocas iniciaram o campeonato da cidade pensando no Rio-São Paulo. É verdade que no premio do Rio-São Paulo. Mas iniciaram o Rio-São Paulo pensando no título ou nos títulos do Rio-São paulo. Como clubes cariocas e como representantes do football carioca.

O interesse das rendas, que era o principal, passou para um segundo plano. Pensando-se no título garante-se melhor as rendas do que se pensando só nas rendas. Ninguém vai a um campo para que um clube receba mais. O interesse de um jogo está na razão direta do interesse dos dois clubes que o disputam. Quanto maior for o interesse dos clubes que o disputam maior interesse essa partida despertará ao público. E consequentemente maior renda dará.

A lição é velha mas os clubes só a aprenderam verdadeiramente agora. E é nessa compreensão que está a maior garantia do exito que só tende a crescer do Rio=São Paulo.

 Ano  Campeão  Vice Artilheiros
2002 Corinthians São Paulo França (São Paulo) 19
2001 São Paulo Botafogo França (São Paulo) 06
2000 Palmeiras Vasco da Gama Romário (Vasco) 12
1999 Vasco da Gama Santos Alessandro (Santos), Bebeto (Botafogo) e Guilherme (Vasco) 05
1998 Botafogo São Paulo Dodô (São Paulo) 05
1997 Santos Flamengo Romário (Flamengo) 07
1994 a 1996 - não houve competição
1993 Palmeiras Corinthians Renato Gaúcho (Flamengo) 06
1967 a 1992 - não houve competição
1966 (3) Corinthians, Botafogo
Santos e Vasco da Gama
  Parada (Botafogo) 08
1965 (2) Palmeiras Vasco da Gama, Botafogo, Flamengo e Portuguesa Ademar Pantera (Palmeiras) e Flávio (Corinthians) 14
1964 Botafogo e Santos   Coutinho (Santos) 11
1963 Santos Corinthians Pelé (Santos) 14
1962 Botafogo São Paulo Amarildo (Botafogo) 08
1961 Flamengo Botafogo Coutinho e Pepe (Santos) 09
1960 Fluminense Botafogo Quarentinha (Botafogo) e Waldo (Fluminense) 11
1959 Santos Vasco da Gama Henrique (Flamengo) 09
1958 Vasco da Gama Flamengo Gino (São Paulo) 12
1957 Fluminense Vasco da Gama e Flamengo Waldo (Fluminense) 13
1956 - não houve competição
1955 Portuguesa Palmeiras Edmur (Portuguesa) 11
1954 Corinthians Fluminense Dino da Costa (Botafogo) e Simões (América-RJ) 07
1953 Corinthinas Vasco da Gama Vasconcellos (Santos) 08
1952 Portuguesa Vasco da Gama Pinga (Portuguesa) 11
1951 Palmeiras Corinthians Ademir de Menezes (Vasco), Aquiles e Liminha (Palmeiras) 09
1950 Corinthians Vasco da Gama Baltazar (Corinthians) 09
1941 a 1949 - não houve competição
1940 (1) - não finalizado, confira a Tabela Completa
1934 a 1939 - não houve competição
1933 Palestra Italia São Paulo da Floresta Waldemar de Brito (S.P. da Floresta) 33

Nota: Anteriormente informamos que em 1965, Ademar Pantera (Palmeiras) e Flávio (Corinthians), terminaram com 13 gols cada. Segundo o Jornal dos Sports e o jornal O Globo, ambos terminaram com 14 gols.

Observações importantes
(1) O torneio de 1940 (programado para dois turnos) foi paralisado devido às baixas rendas, todos os clubes terminaram com oito jogos (1° turno), que não foi anulado e não houve campeão. Os jogos entre os clubes do mesmo estado valeram também para o Campeonato Estadual.

Em 1942, durante a segunda guerra mundial a SS Palestra Italia mudou o nome para S.E. Palmeiras.

1964- Os dois clubes terminaram iguais na pontuação e foram marcados dois jogos para desempate. Só o primeiro foi realizado, com a vitória do Botafogo por 3x2. Como não houve data disponível para a realização do segundo jogo, os dois foram declarados campeões.

(2) Em 1965 tivemos vários vice-campeões. Mas por que? O regulamento dizia que o campeão do 1° turno iria enfrentar o campeão do 2° turno. Como o Palmeiras venceu os dois turnos, não teve final. Para verificar a colocação final, soma-se os pontos dos dois turnos. Vasco, Botafogo, Flamengo e Portuguesa terminaram na segunda colocação empatados com 17 pontos ganhos.

(3) Por falta de datas, em 1966, os quatro clubes foram declarados campeões por estarem empatados com 11 pontos ganhos.

A equipe do São Paulo da Floresta, vice-campeão de 1933, deu origem ao atual São Paulo FC.

A maior goleada do campeonato ocorreu em 1955: PALMEIRAS 10 x 3 AMÉRICA-RJ



Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva e Alexandre Magno Barreto Berwanger.
Fonte: Matéria do Jornalista Mário Filho no Jornal dos Sports, de 13 de fevereiro de 1952 (Transcrição com grafia da época); e Arquivo www.campeoesdofutebol.com.br
Página adicionada em 12/Janeiro/2005 - atualizada em 23/Março/2016.

 




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