ESTÁDIOS DO SÃO PAULO FC


Tricolor do Morumbi    SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
    Fundado em 25 de janeiro de 1930 - Veja a mudança da data.
    Cidade: São Paulo/SP


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Ilha da Madeira (Canindé) utilizado apenas como Centro de Treinamento

Ilha da Madeira antigo CT do São Paulo FC

Ainda jovem, no início de 1942, o São Paulo já era o 4º maior clube da cidade, com 9983 associados - mesmo não possuindo patrimônio recreativo e ainda sem conquistas de importância desde seu renascimento - superando tradicionais clubes sociais, como Pinheiros, Paulistano e Esperia. À sua frente vinham o Palestra (10.057), Corinthians (15.000) e Tietê (18.050).

Com o Pacaembu, o clube já havia sanado, temporariamente, o problema de onde treinar e mandar suas partidas. Mas a questão de proporcionar algo a mais a seus associados permanecia pendente. Foi quando a Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo e a Associação Alemã de Esportes (Deutscher SC) procuraram o São Paulo FC com uma proposta.

O pequeno clube de imigrantes alemães alugava um pacato espaço no Canindé de um casal italiano, a família Vanucci, e, devido ao rompimento das relações diplomáticas do Brasil com os países do Eixo, buscavam uma maneira de se precaverem de futuros empecilhos. A Diretoria de Esportes ofereceu duas opções: a reforma e nacionalização de seus estatutos, ou o processo de incorporação por uma entidade já nacionalizada, brasileira.

O São Paulo FC, sob a figura de Décio Pacheco Pedroso, foi convidado pelo presidente da Deutscher SC, Henrique Schenk, a presenciar, no dia 13 de março de 1942, a Assembléia Geral do clube alemão que decidiria qual caminho seguiriam.

Ilha da Madeira antigo CT do São Paulo FCPor unanimidade a proposta de fusão foi a escolhida, sendo o SPFC escolhido como cerne dessa união, sob as condições de assumir a dívida do clube incorporado e manter as prerrogativas estatutárias de seus sócios. A Deutscher SC passava a existir como uma entidade filiada ao São Paulo, com relativa autonomia.

Cabia ao Conselho do São Paulo, entretanto, aprovar a referida associação, o que somente aconteceu em 04 de maio de 1942, antes ainda da declaração de guerra do Brasil ao Eixo (22.08). A partir de então, o Tricolor, honrando os compromissos assumidos pela Deutscher, passou a alugar o Canindé junto à família Vanucci.

Somente dois anos depois, em 29 de janeiro de 1944, é que o São Paulo FC compraria a propriedade de 44.400m² pelo valor de Cr$ 740.000,00 (quase equivalente ao passe de quatro Leônidas!), dos quais 340 mil foram pagos à vista (320 mil pelo São Paulo e 20 mil pela Associação Alemã de Esportes, como entidade filiada), e o restante negociado em parcelas anuais.

A Ilha da Madeira, como era conhecida a região por suas construções de madeira e pelas inundações da várzea do rio Tietê (quando ocorria, o único meio de acesso à "ilha" era o barco), abrigou o SPFC na década em que reinou absoluto. O Tricolor, porém, nunca jogou no Canindé. Usado somente como CT, o administrativo também para lá se mudou em 1944.

ESTÁDIO DO MORUMBI

Morumbi em construção, no meio do nada, do São Paulo FC

A condessa Mariangela Matarazzo e outros proprietários desfizeram-se de um grande lote de terras na região do Morumbi. A Imobiliária Aricanduva adquire a área em 7 de fevereiro de 1951 e, de pronto, planeja seu loteamento comercial.

Em meados de 1951, o São Paulo FC consegue aval para um empréstimo de Cr$ 5.000.000,00 junto à Caixa Econômica Estadual para auxiliar na construção de seu sonho. O empréstimo, aliás, somente foi possível após grande reivindicação da diretoria, pois Corinthians e Palmeiras já haviam requisitado e obtido antes.

Após a ativação da Comissão Pró-Estádio (criada em 15.05.1952), o São Paulo consegue junto a Imobiliária Aricanduva um terreno de 99.873m², em 4 de agosto de 1952. A Imobiliária buscava divulgar seu loteamento para o público. E era mesmo necessário, afinal era em local desconhecido, distante e carente de todas as melhorias da cidade. Melhor atrativo e garoto propaganda que o SPFC não havia.

Para agilizar todo o processo, facilitar a obtenção de investimentos e cumprir o acordo com a Aricanduva, imediatamente o Tricolor lançou a pedra fundamental do estádio, mesmo ainda sem projeto de construção definido, e o Monsenhor Francisco Bastos abençoou o terreno.

O passo seguinte foi estabelecer o primeiro plano de arrecadação de recursos. A Comissão Pró-Estádio definiu a venda de 3.000 futuras cadeiras cativas, com título válido por 20 anos. Contudo, a descrença da população mediante ao fato de se "construir um estádio no meio do mato", aliado à contra-campanha de torcedores rivais e setores da imprensa, forçou o Tricolor a vender 12 mil cadeiras, e torná-las patrimônio definitivo.

Assim, foi aberta a concorrência para os projetos de construção do estádio. Três escritórios de arquitetura apresentaram modelos: A empresa soviética Antonov & Zolnerkevic, a firma de Gilberto Junqueira Caldas e o escritório de Vilanova Artigas, Gastão Rachou Jr, José Carlos Pinto, Carlos Cascaldi e David Ottoni.

O projeto russo era o mais chamativo. Complexo e futurista, com cobertura retrátil e de vidro, mais parecia uma nave espacial. Entretanto a vencedora foi a concepção de Vilanova Artigas. Seu principal ponto forte era a capacidade de público: 120 mil pessoas, originalmente. Artigas era adepto do brutalismo, vanguarda artística que valorizava o concreto exposto - outro fator preponderante na escolha: menor custo de manutenção.

Em 10 de março de 1953 o São Paulo FC apresentava ao público a maquete de sua futura praça esportiva. O projeto original contava com estádio de futebol, ginásio poliesportivo ao estilo "Morumbizinho" com capacidade para 20 mil pessoas, praça de atletismo e parque aquático com três piscinas (uma olímpica), ambos com arquibancadas para 5 mil pessoas, além de diversas quadras poliesportivas e sede social.

Preparativos finalizados, era chegada a hora de arregaçar as mangas e começar a erguer o colosso de concreto, o maior estádio particular do mundo.

Data de inauguração: 2 de outubro de 1960. O convidado para repartir a honra desta festividade foi o Sporting de Lisboa. Sob a benção do Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelo Motta, a bola rolou pela primeira vez de modo oficial no Estádio Cícero Pompeu de Toledo. O primeiro gol do novo estádio foi marcado por Arnaldo Poffo Garcia, o Peixinho, aos 12' da etapa inicial.

São Paulo Futebol Clube 1 x 0 Sporting Club de Portugal
Árbitro: Olten Ayres de Abreu
Renda bruta: Cr$ 7.868.400,00 - Renda líqüida: Cr$ 7.779.900,00
Público pagante: 56.448 - Público presente: 64.748
Gol: Peixinho, 12/1

São Paulo: Poy; Ademar, Gildésio e Riberto; Fernando Sátyro e Victor; Peixinho, Jonas (Paulo Lumumba, depois Cláudio Garcia), Gino Orlando, Gonçalo e Canhoteiro (Roberto Frojuello). Técnico: Flávio Costa.

Sporting: Aníbal; Lino, Morato e Hilário; Mendes e Júlio; Hugo, Faustino, Figueiredo (Fernando), Diogo (Geo) e Seminário. Técnico: Alfredo Gonzalez.


Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva - Fonte: Site Oficial do São Paulo FC (Matéria e Imagens)
Página adicionada em 02/Outubro/2013.

 

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