Enfim mais uma Eliminatória de Copa do mundo , só agora depois do segundo jogo contra o fraco Equador o torcedor começa a viver o clima de uma copa do mundo, não só pela goleada, mas por toda a mídia vivida, toda a festa armada e tudo que envolveu a volta da seleção ao Maracanã, clima esse até então não vivido na fraca atuação diante da Colômbia em Bogotá.
A atuação da seleção, por mais que a mídia não deixe transparecer, continua muita fraca, pouco convincente por tudo que é o futebol brasileiro, ainda bem que o “si” não joga no futebol, pois o penal não marcado a favor do Equador o Impedimento inexistente juntamente com as váias que já soavam para os jogadores o jogo poderia tomar um rumo diferente.
Mas para a sorte dos brasileiros a seleção tem jogadores que decidem a qualquer hora, e pelo menos contra o fraco Equador fez a diferença.
Falta muita estrada, tudo ainda é duvida, mas quem foi ao Maracanã viu o que queria - muitos gols, muita mídia, o que prova que o maior bem dessa seleção continua sendo o torcedor, torcedor esse que se analisar bem percebe que a seleção ainda é enganosa e que Dunga é mais um mamulengo, uma espécie de fantoche do Ricardo Teixeira e seus patrocinadores, mas que vai por enquanto, fazendo o seu nome e seguindo uma linha natural no cargo da seleção. De nada adianta mais o torcedor reclamar que não convoca A ou B que joga do Brasil, isso seria magnífico e tenho certeza que o Brasil teria possibilidade de jogar ainda melhor, pois temos o melhor futebol do mundo, mas infelizmente o Dunga nos dias atuais mesmo que quisesse jamais poderia imitar o grande João Saldanha que costumava formar a seleção no passado com a base dos melhores times Brasileiros, na época a sua grande maioria era do Botafogo que tinha os melhores craques.
Hoje não se faz mais isso, o futebol tudo é capitalismo e Acredito fielmente que a única coisa que ainda continua pura no futebol é o torcedor, que realmente é fantástico, é o que dá ainda sentido a sagrada amarelinha.
O resto tudo gira em torno do dinheiro, isso inclui o presidente, técnico, atleta, enfim tudo viraram uma espécie de empresário.
Fora isso, pouca coisa irá mudar daqui pra frente, caso contrário, ou você continua engolido sapo, fazendo de tripa coração se achando na obrigação de torcer pra seleção só porque é brasileiro, ou faz como eu fiz: dar um fim na relação e pede divorcio ao casamento entre você e a seleção brasileira.
Não sou Argentino nem torço por nenhuma grande seleção que é potencia no mundo, prefiro torcer pro resto do mundo que não seja o Brasil, e isso faz tempo, foi depois da Copa de 94, onde no meu ponto de vista ainda existia o amor em todos os sentidos do futebol brasileiro.
No século XVIII o pensador e político inglês Samuel Johnson já escrevera: "O patriotismo é o último refúgio dos canalhas". E eu acrescentaria: e também dos idiotas.
É, meu caro, os tempos mudaram, e todo esse romantismo deixou de existir, não só no mundo do futebol, mas em nosso dia-dia também. O mundo ficou mais competitivo, a ética deixou de ser uma regra de conduta e passou a ser diferencial.
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