FUNDAÇÃO

No início dos anos 20, Jorge Albino Ramos, um jovem desportista e entusiasta do remo e do futebol, passou a propagar entre seus amigos e demais simpatizantes do futebol, a idéia de criação de um novo clube de futebol na capital dos catarinenses.

Seu primeiro passo foi conquistar a simpatia de seus conterrâneos e igualmente admiradores do futebol que naquela época já contava com vários clubes no País, especialmente nas capitais dos principais estados. Seus iniciais parceiros foram Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis.

Durante o mês de maio de 1921, na Praça XV de Novembro, passaram a trocar algumas "idéias" a respeito do nome da futura agremiação, suas cores, sede, etc. No mês seguinte, João Savas Siridakis, mais conhecido como Janga, defendia a idéia de que o clube deveria chamar-se Figueirense. Defendia tal nome em razão de que muitos dos encontros que se realizavam para tratar da fundação aconteciam na localidade da Figueira, situada nas imediações das Ruas Conselheiro Mafra, Padre Roma e adjacências, local onde até hoje persiste uma bela e robusta figueira que certamente também colaborou para a inspiração de Janga.

Os parceiros da idéia definiram o dia 12 de junho como a data que marcaria a fundação da nova sociedade esportiva. Foi então que o Senhor Ulisses Carlos Tolentino, amigo dos idealizadores, ofereceu sua residência localizada na rua Padre Roma, 27 para a realização do tão esperado encontro. O livro onde seria redigida a ata de fundação foi prontamente providenciado por Balbino Felisbino da Silva, cabendo a Jorge Ramos, Domingos Veloso e Janga convidarem os demais participantes do encontro além de, em conjunto com o anfitrião Ulisses Tolentino, estabelecer o horário das 19 horas para o início da reunião de fundação.



No dia 11 de junho, na barbearia de Jorge Ramos, então situada na esquina das ruas Pedro Ivo com Conselheiro Mafra, aconteceu uma reunião preparatória destinada à composição da diretoria. Foi quando uma importante adesão foi consolidada. Tratava-se de João dos Passos Xavier, que tomando conhecimento do movimento para a fundação de uma equipe de futebol e das pessoas que lideravam tal intento, prontamente acolheu a idéia. O cargo de presidente foi justamente "reservado" a João dos Passos Xavier. Feito o convite a resposta foi afirmativa: aceito, porque nenhum figueirense pode deixar de acompanhar seus colegas em ocasiões precisas.

Finalmente chega o tão esperado dia. Por volta das 18:30 horas chegam à residência de Ulisses Tolentino os primeiros participantes. Compareceram à reunião os Senhores João dos Passos Xavier, Ulisses Carlos Tolentino, Heleodoro Ventura, Higino Ludovico da Silva, Jorge Albino Ramos, Balbino Felisbino da Silva, Domingos Felisbino da Silva, Bruno Ventura, Jorge Araújo Figueiredo, Domingos Joaquim Veloso, João Savas Siridakis, Carlito Honório Silveira da Silva, Leopoldo Silva, Raimundo Nascimento, Pedro Xavier, João S. Manoel Xavier, Alberto Moritz, Delgídio Dutra Filho, Agenor Póvoas, Joaquim Manoel Fraga, Pedro Francisco Neves e Walfredo Silva. Exatamente as 19 horas do dia 12 de junho de 1921, um domingo de outono, tem início a reunião de fundação da sociedade que tomou o nome de FIGUEIRENSE FOOT BALL CLUB.

Coube a Jorge Albino Ramos presidir a primeira reunião e por aclamação foram escolhidos os seguintes nomes para compor a primeira diretoria: Presidente - João dos Passos Xavier; Vice-Presidente - Heleodoro Ventura; 1° Secretário - Balbino Felisbino da Silva; 2° Secretário - Jorge Felisbino da Silva; 1° Tesoureiro - Jorge Albino Ramos; 2° Tesoureiro - Jorge Araújo Figueiredo; Orador - Trajano Margarida; Guarda Esporte - Higino Ludovico da Silva.

Depois de empossada a diretoria, o presidente eleito pelo grupo João dos Passos Xavier, fez o uso da palavra, ressaltando a dedicação do Senhor Jorge Albino Ramos em liderar o movimento para a fundação do Figueirense F.C., no momento em que o futebol em Florianópolis apresentava-se em decadência com o desaparecimento do Grêmio Anita Garibaldi. Na oportunidade, agradeceu ao Senhor Ulisses Carlos Tolentino por ter liberado as dependências de sua residência, enaltecendo a presença de numeroso grupo de simpatizantes.

Primeiro título Catarinense

A primeira conquista estadual aconteceu em 1932, do qual participaram quatro equipes: Bom Retiro e Brasil, ambos de Blumenau, Brasil de Tijucas e o Figueirense. Na fase preliminar o Figueira venceu o Brasil de Tijucas por 5 a 1, na final venceu o Brasil de Blumenau por 7 a 3. Os finalistas formaram com:
Figueirense: Carvalho; Getúlio e Zequinha, Peru, Procópio e Diamantino; Pavãozinho, Paraná, Armando, Beck e Calico.
Brasil de Blumenau: Eurico; Marquardt e Artilheiro; Heitor, José e Schurmann; Mário, Ramos, Tico, André e Leal.

Estádio Orlando Scarpelli
Estadio Orlando Scarpelli
Nome Oficial: Orlando Scarpelli

Capacidade: 19.908 espectadores sentados em cadeiras numeradas

Inauguração: 12 de junho de 1960 no jogo Figueirense 1 x 1 C.A. Catarinense.

O Estádio está localizado no bairro mais populoso e de fácil acesso da região metropolitana de Florianópolis, considerada a capital brasileira com melhor qualidade de vida.

Em 2002 o estádio foi eleito pela Revista Placar como o "Caldeirão do Brasil", ocasião em que atingiu o maior percentual de ocupação dos estádios brasileiros, com 49%, feito repetido nas últimas temporadas.

Desde 1999, o estádio vem sendo constantemente reformado e com novas instalações sendo agregadas ao patrimônio do Clube.

MASCOTES
Mascote do Figueirense   Mascote do Figueirense
Figueirinha e Furacão - mascotes
Criado em setembro/2002, os traços do personagem Figueirinha foram idealizados a partir do nome e símbolo do clube, a Figueira (localidade de fundação do Figueirense na Rua Padre Roma, centro de Florianópolis). É um grande companheiro dos torcedores mirins, e atua nas ações de questão ambiental e comunitária desenvolvida pelo clube.

Mascote Furacão: A primeira menção ao apelido Furacão surgiu em 1951, quando o Figueirense tornou-se campeão invicto no Torneio de Paranaguá. Presente no hino oficial e utilizado espontaneamente pela torcida, o clube resolveu então criar o mascote Furacão, apelidado pela torcida de Furacão do Estreito.

DISTINTIVOS - 1921 a 2009
Todos os distintivos utilizados pelo Figueirense


Por Sidney Barbosa da Silva.
Fontes: www.figueirense.com.br; Arquivo www.campeoesdofutebol.com.br; "Diário da Tarde", de Florianópolis, (10/09/1941); - Revista Figueirense - 78 anos, Jun/Jul 1999 (pg 11); - Livro "85 Anos de Bola - A Memória do Futebol Catarinense" de Maury D.G.Borges.
Página adicionada em 14/Março/2007 - atualizada em 16/Junho/2019.

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