Há quinze anos o São Paulo ganhava o mundo



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Poucos dias depois de se emocionar com o título do Campeonato Brasileiro de 2008, o sexto da história do clube, o torcedor são-paulino tem nesta sexta a possibilidade de recordar o segundo título mundial conquistado no Japão, diante do Milan, em uma vitória emocionante por 3 a 2, com gol do atacante Muller aos 41 minutos do segundo tempo.

Naquele momento, o time do Morumbi igualava, depois de 30 anos, os feitos do Santos da década de 60, sendo o segundo time da história a se sagrar bicampeão do mundo. Até hoje, nenhuma outra equipe conseguiu este feito, e mais, o próprio São Paulo já comemorou em 2005, mais um título mundial, desta vez, reconhecido pela FIFA, consolidando a hegemonia no País.

Novato àquela época, um dos integrantes do meio-de-campo da equipe comandada por Telê Santana era o então contestado Doriva, com 21 anos, que atuou ao lado do veterano Toninho Cerezo, com 38 anos. “É uma experiência que fica no nosso coração, pra gente contar para os filhos, netos, amigos...”, afirma o atual técnico do Sub 15 do Mirassol.

Sobre o diferencial daquele time que está marcado na mente do torcedor são-paulino, o ex-jogador destacou o mestre Telê Santana. “Era um grupo que tinha comando. O Telê conseguia tirar o máximo de cada jogador. Além disso, era um time aguerrido, mas tinha um toque de bola muito bom, com o Palhinha como maestro”, recorda saudoso.

Outro que participou daquela partida foi o goleiro Zetti, que tinha Rogério Ceni no banco de reservas. Para o goleiro, que já havia sido titular na conquista do primeiro mundial e que foi durante anos dono da meta são-paulina, aquele momento será para sempre.

”Não tem como esquecer aquilo lá. A festa que nós fizemos do bi mundial foi muito mais gostosa do que a do primeiro, pois parece que a gente sabia que ia ganhar do Milan”, confidenciou o goleiro, que garante não ter temido a derrota para o time italiano em momento algum do jogo.

”Mesmo quando aconteceu o empate (em 2 a 2) o time estava muito bem em campo e tomamos um gol de bobeira. A gente já estava preparado para a prorrogação e se tivesse que ser nos pênaltis, seria. Mas o Muller era muito rápido, esperto, foi persistente e marcou aquele gol sem querer”, relembra Zetti.

Para o camisa 1 do time do Morumbi, é difícil destacar algo naquela equipe. “Nós tínhamos muita coisa boa. Não dá pra resumir em uma característica, mas principalmente a união. Aquele era um time operário e que tinha o Telê no banco que era o diferencial”, completa Zetti, também lembrando do mestre Telê Santana.

Ficha técnica da final
São Paulo 3 x 2 Milan

Data: 12/12/1993 - Local: Estádio Nacional de Tóquio - Japão
Público: 52.275 pagantes
Árbitro: Joel Quinou (FRA)

São Paulo: Zetti, Cafu, Válber, Ronaldão e André Luiz; Doriva, Dinho, Toninho Cerezo e Leonardo; Muller e Palhinha (Juninho) Técnico: Telê Santana

Milan: Rossi, Panucci, Costacurta, Baresi e Maldini; Albertini (Alessandro), Donadoni e Desailly; Massaro, Papin e Raduciou (Tassoti). Técnico: Fábio Capelo

Gols: Palhinha aos 19min do primeiro tempo. Massaro aos 3min, Cerezo aos 14min, Papin aos 36min e Muller aos 41min do segundo tempo.


Sidney Barbosa da SilvaPor Sidney Barbosa da Silva.
Página adicionada em Sexta-feira, 12/Dezembro/2008.

 

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