
Você conhece os times que são SAF no mundo? O futebol sempre foi mais do que esporte: é paixão, identidade cultural e, principalmente, um negócio bilionário. Esse movimento vem ganhando força com a criação da Sociedade Anônima do Futebol, um modelo que permite transformar clubes em empresas, atrair investidores e profissionalizar a gestão.
Seja você um amante do futebol, alguém interessado em negócios esportivos ou somente está buscando adquirir mais conhecimento para se entreter em uma bet, está no lugar certo!
Neste post, explicamos melhor o conceito de SAF e listamos os times do mundo todo que operam por esse modelo. Confira!
O que é SAF e como ela funciona no futebol
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é um modelo jurídico criado no Brasil em 2021 para modernizar a gestão dos clubes. Em vez de se manter apenas como associações sem fins lucrativos, os times podem se tornar empresas com CNPJ próprio, emissão de ações, entrada de sócios e investidores.
Na prática, isso permite a reestruturação de dívidas, atração capital e adoção de uma governança mais próxima de grandes corporações. A inspiração, porém, não veio do nada: há décadas o futebol europeu, asiático e até o americano já se organiza como negócio.
Times que são SAF no mundo: panorama por continente
Para organizar melhor esse panorama, separamos os principais times que são SAF no mundo por continente. Assim, fica mais fácil entender como cada região adaptou o modelo de clube-empresa às suas próprias realidades culturais e econômicas.
Europa
A Europa é o berço dos grandes clubes-empresa e serve de espelho para o resto do mundo. Muitos times abriram capital e listaram ações em bolsa, o que acabou transformando torcedores em acionistas.
O Manchester United, por exemplo, virou empresa nos anos 1990 e hoje tem parte de suas ações negociadas na Bolsa de Nova York. Isso deu ao clube capacidade de investimento gigantesca, mas também atraiu críticas, visto que alguns torcedores acusam os donos de priorizar lucros acima da identidade do time.
Na Itália, a Juventus pertence ao grupo Exor, da família Agnelli. O clube abriu capital na Bolsa de Milão e virou case de modernização do futebol italiano, embora também tenha enfrentado crises financeiras e esportivas.
Outro exemplo é o Borussia Dortmund, na Alemanha. O time abriu capital nos anos 2000, mas a Bundesliga tem a famosa regra do “50+1”, que garante que a maioria das ações continue sob controle da associação de torcedores. Isso equilibra investimento privado com preservação da cultura do clube.
Em Portugal, tanto o Benfica quanto o Sporting são sociedades anônimas desportivas com ações listadas em bolsa. Já na França, o Lyon segue o mesmo caminho ao abrir espaço para investidores internacionais.
América do Sul
A América do Sul também viveu experiências de clubes-empresa antes do Brasil oficializar o modelo SAF. Em alguns países, a transformação veio como resposta a crises financeiras profundas.
No Chile, por exemplo, o Colo-Colo se tornou sociedade anônima depois de entrar em falência. A gestão passou a ser feita por um consórcio, o que garantiu a sobrevivência do clube, mas gerou polêmica entre torcedores.
Na Argentina, alguns clubes ensaiaram aproximações com investidores privados, mas a legislação ainda mantém forte a lógica associativa. Mesmo assim, debates sobre “clubes-empresa” acontecem há anos.
No Brasil, a adoção foi mais estruturada e rápida. O Botafogo, comprado pelo empresário John Textor, virou um dos símbolos da SAF brasileira. O Cruzeiro, adquirido por Ronaldo Fenômeno, mostrou como a entrada de investidores pode resgatar um time em crise.
O Vasco seguiu caminho semelhante com o grupo 777 Partners, assim como o Bahia, comprado pelo Grupo City. Outros exemplos incluem o Coritiba, o América-MG e o Athletico-PR, que estudam ou já aderiram ao modelo.
América do Norte
Nos Estados Unidos, o conceito de SAF não existe oficialmente, mas o futebol em si já nasceu como negócio. A MLS (Major League Soccer) funciona como uma liga única em que os times são franquias ligadas a investidores.
O Inter Miami, de David Beckham, é um exemplo clássico, visto que o clube foi criado já como empresa e atraiu capital privado para trazer Lionel Messi. O LAFC segue o mesmo caminho, com celebridades entre seus acionistas.
No México, o modelo também é empresarial. Times como o Club América pertencem a grandes grupos de mídia, enquanto outros são controlados por conglomerados de negócios. Assim, mesmo sem a nomenclatura de SAF, os times que são SAF no mundo na América do Norte já operam nesse formato desde o início.
Ásia
A Ásia tem sua própria tradição de clubes-empresa, muitos nascidos de braços corporativos. No Japão, o Kashima Antlers começou como time da Sumitomo, gigante do setor de mineração. O Urawa Reds tem raízes ligadas à Mitsubishi e outros clubes surgiram de empresas como Toyota e Panasonic.
Na China, o Guangzhou Evergrande ficou famoso pela injeção milionária do grupo imobiliário Evergrande, que contratou jogadores de peso internacional e levou o time a conquistas continentais. Quando a empresa entrou em crise, no entanto, o clube também despencou, o que mostra o risco de uma dependência tão direta do capital privado.
África
Na África, a estrutura de clubes-empresa ainda é menos disseminada, mas há exemplos relevantes. O Kaizer Chiefs, da África do Sul, funciona como empresa familiar com administração privada, enquanto outros clubes locais seguem modelos semelhantes.
No Egito, embora o Al Ahly seja fortemente associativo a esse modelo, existem times menores estruturados como empresas, muitas vezes ligados a patrocinadores ou grupos empresariais. Ainda que menos expressivos, esses casos reforçam que a ideia de futebol-empresa também encontra espaço no continente africano.
Diferenças entre os modelos de SAF pelo mundo
O que une todos esses casos é a tentativa de tornar o futebol sustentável financeiramente, mas as estratégias variam muito. Na Europa, por exemplo, a lógica é abrir capital em bolsa e atrair acionistas com o intuito de equilibrar paixão e investimento.
Já na América do Sul, a SAF muitas vezes surge como saída para dívidas históricas. Nos Estados Unidos e México, por sua vez, os clubes já nasceram empresas dentro de uma lógica de franquias.
Na Ásia, conglomerados corporativos transformaram times em braços de suas marcas. Já na África, os exemplos são mais pontuais e ligados a iniciativas privadas.
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