Tudo começou com a Associação Argentina de Futebol que convidou as associações vizinhas, Brasil, Chile e Uruguai, a participar de um torneio que organizaria em homenagem a uma histórica comemoração: no dia 9 de julho cumpriam-se os 100 anos da Independência da República Argentina.

As associações convidadas responderam afirmativamente e deram início aos preparativos. Uma espécie de torneio continental despertou o entusiasmo dos pioneiros futebolísticos de cada país. Assim nasceu o legendário campeonato sul-americanol, atual Copa América, com a primeira partida disputada em pleno inverno, no dia 2 de julho, com vitória do Uruguai sobre o Chile por 4 a 0.

Uma semana depois, em Buenos Aires, nas comemorações da Independência do país, foi criada a Confederação Sulamericana de Futebol, o que deu uma conotação oficial para a competição, que seria disputada anualmente e mais adiante, de frequência mais espaçosa, e que teve como primeiro campeão o Uruguai. Veja detalhes desta primeira edição.

Ainda em 1916, com o sucesso de público, marcaram para o ano seguinte uma segunda edição, desta vez realizada no Uruguai, que levou o bicampeonato.

No ano de 1918 o Brasil vivia uma epidemia de gripe espanhola, o que obrigou a supender o torneio no país, sendo realizado apenas em 1919, com vitória do selecionado canarinho.

A Argentina levantou o troféu pela primeira vez em 1921, com o Brasil na segunda colocação. O ano marcaria a estréia do Paraguai. O "debut" dos guaranís foi razoável, terminaram com os mesmos dois pontos do vice-campeão Brasil, e do terceiro colocado Uruguai, perdendo posição apenas pelo saldo de gols. No ano seguinte, com mais "experiência" ficariam com o vice-campeonato.



A Bolivia fez sua estréia em 1926, o Peru na na edição de 1927 - os "rojiblancos" alcaçaram a terceira colocação.

Devido a brigas políticas o Campeonato Sul-Americano deixou de ser disputado entre os anos de 1929 e 1935. Somente em 1939 um campeão saiu do eixo Brasil-Argentina-Uruguai. O Peru conquistou aquela edição.

O ano de 1942 é marcado como a edição da maior goleada da história do torneio. No estádio centenário, em Montevidéu, diante de cerca de 25 mil pessoas, a Argentina venceu o Equador por sonoros 12 a 0, com gols de Moreno (5), Masantonio (4), García, Pedernera e Perucca.

A história da Argentina na competição se consolidou nos anos de 1945, 1946 e 1947, convertendo-se na primeira e única seleção tri-campeã em anos consecutivos do torneio continental.

Em 1955 o atacante chileno Enrique Hormazábal marcou o milésimo gol da competição, na goleada de seu país por 7 a 1 sobre os equatorianos.

Em 1959 a Copa América teve duas edições. A primeira delas foi a única disputada pelo Rei Pelé, que se sagrou artilheiro com oito gols. Porém os brasileiros perderam o título para a Argentina no último jogo no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, e que teve uma péssima arbitragem de Carlos Robles (CHI), que fez de tudo para os platinos ficarem com o troféu. O Brasil precisava vencer a partida que terminou em 1 a 1.

Ainda em 1959, atendendo a um pedido do Equador, que queria inaugurar seu Estadio Modelo, de Guayaquil, a Conmebol realizou uma segunda edição no mesmo ano e o Uruguai se sagrou campeão. Nesta edição, a Seleção Pernambucana foi convocada pelo técnico Gentil Cardoso para o Sul-Americano Extra. Foram 22 atletas chamados apenas de Sport, Náutico e Santa Cruz. Eles saíram de uma pré-lista, que continha 35 jogadores. Nesse primeiro momento, também estavam desportistas de Íbis, Asas e Ferroviário. Na foto abaixo, a seleção brasileira (pernambucana) se prepara para o embarque com destino ao Equador. O Brasil terminaria na 3ª colocação.
A seleção brasileira (pernambucana) se prepara para o embarque com destino a Copa America Extra no Equador

Assunto em moda atualmente, a altitude entrou pela primeira vez na Copa América em 1963, quando a Bolívia sediou o evento e conquistou o único título de sua história, com uma facilidade de não deixar dúvidas os efeitos dos 3.600 metros de altura causam nos adversários - os jogos foram realizados em La Paz e Cochabamba.

A partir de 1975, em sua 30ª edição, o torneio passou a se chamar oficialmente Copa América. Com a troca do nome houve também a mudança no sistema de disputa. O sistema por pontos corridos foi substituído por um formato parecido com o da Copa do Mundo da FIFA: fase classificatória, com as seleções distribuídas em grupos, seguida de fases eliminatórias.

Nesse mesmo, pela primeira vez, participaram as 10 seleções pertencentes a Conmebol: Argentina, Brasil, Bolivia, Chile, Colombia, Equador, Paraguai, Peru, uruguai e Venezuela - Peru foi o campeão.

Outra renovação chegou com o advento da Copa América em 1987, ano em que se decidiu que o evento se realizaria a cada dois anos. Também neste ano foi introduzido a mascote de forma oficial, cabendo a Argentina - sede da competição - elaborar o primeiro personagem. Confira todas as mascotes.

1993 foi o ano em que, pela primeira vez, participaram equipes da Concacaf. Nessa oportunidade, foram somente duas esquadras convidadas: México e Estados Unidos. Três edições depois, o Japão participaria pela primeira vez, sendo eliminado na fase de grupos.

Em 2001 a Copa América foi disputada num clima de guerra civil, devido aos problemas da Colômbia, a sede, com guerrilhas e com o narcotráfico. O fato assustou a Argentina, que sequer enviou delegação. Liderado pelo técnico Luiz Felipe Scolari o Brasil cometeu histórico vexame ao ser eliminado pela modesta seleção de Honduras.

Até a edição 2019, participaram da competição 19 países, sendo 10 da Conmebol, 07 da Concacaf (Costa Rica, Estados unidos, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Panamá), e duas da AFC (Japão e Catar).

Nota: O Brasil deixou de disputar as seguintes edições - 1924, 1926, 1927, 1929, 1935, 1939, 1941, 1947, 1955 e 1967.

RECORDES
Público: Na Copa América Centenário (2016), que aconteceu nos Estados Unidos, registrou cerca de 1,5 milhão de torcedores nos estádios, em 32 jogos, em 10 cidades-sede. Com uma média de 46 mil torcedores por jogo, estabeleceu a maior participação de público nos 100 anos do torneio.

Artilheiros: O argentino Norberto Méndez (em 3 edições disputadas) e o brasileiro Zizinho (em 6 edições), ambos com 17 gols, são os maiores artilheiros da CONMEBOL Copa América. Os jogadores em atividade que têm mais chance de igualar ou superar esse recorde são o peruano Paolo Guerrero, com 14 gols, e o chileno Eduardo Vargas, com 12.

Treinadores: O argentino Guillermo Stábile é o treinador com maior número de títulos, foi campeão pelo seu país em seis oportunidades: 1941, 1945, 1946, 1947, 1955 e 1957.

Brasil detém a maior quantidade de gols em uma única edição, foram 46 gols em 1949, com os seguintes resultados: 9 a 1 no Equador; 10 x 1 na Bolivia; 2 x 1 Chile; 5 x 0 Colombia; 7 x 1 Peru; 5 x 1 Uruguai; 1 x 2 e 7 x 0 Paraguai.

SEDES:
• Em apenas três ocasiões (1975, 1979 e 1983) não houve sede fixa.
• E de todos os países filiados a Conmebol apenas a Colômbia jamais sediou a competição.
• Os Estados Unidos, que pertence a Concacaf, sediou a Copa América Centenário em 2016.
Argentina 09 vezes (1916, 1921, 1925, 1929, 1937, 1946, 1959, 1987, 2011); por sete vezes o Uruguai (1917, 1923, 1924, 1942, 1956, 1967, 1995) e Chile (1920, 1926, 1941, 1945, 1955, 1991, 2015); Peru 06 vezes (1927, 1935, 1939, 1953, 1957 e 2004); Brasil 05 vezes (1919, 1922, 1949, 1989, 2019); Equador 03 vezes (1947, 1959, 1993); Bolivia 02 vezes (1963, 1997); Paraguai 01 vez (1999); e Venezuela 01 vez (2007).

Confira um breve histórico da Conmebol.

Pesquisas realizadas por Sidney Barbosa da Silva.
Fontes: Arquivo www.campeoesdofutebol.com.br; e www.conmebol.com.
Página adicionada em 02/Junho/2019 - atualizada em 07/Julho/2019.

Campeões de todos os esportes do mundo